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21/06/2016



EMPREENDEDORES E LOJISTAS: INVESTIR OU AGUARDAR O MERCADO VOLTAR A SE AQUECER?


Por Robson José dos Santos, diretor da AD Shopping



Nos últimos meses, temos nos deparado com empresas de diferentes setores revisando seus planos de negócio, especialmente em função do freio de consumo e das incertezas econômicas do País, sem contar com a nossa governança política que não nos aponta com clareza um caminho a ser seguido, pelo menos, em um futuro próximo.

No segmento de shopping centers, temos empreendedores incrédulos, lojistas sem perspectivas, consumidores inseguros e buscamos encontrar algo ou alguém que sinalize e nos motive com uma alavanca para obter melhores resultados. Mas a dúvida permanece: investir ou aguardar o mercado voltar a se aquecer?

É uma questão difícil de resolver, mas que nos traz uma reflexão: em momentos difíceis, ao invés de falar exclusivamente em crise, é preciso trabalhar forte com foco em vendas e resultados, mais ainda quando o cenário não é de abundância. O momento serve para nos ensinar a ter visões de curto, médio e longo prazos – lição que muitos empreendedores já fizeram e vislumbraram, no passado, as turbulências que hoje afetam ainda com mais força a base de nossa pirâmide social.

As escolas de gestão também já nos ensinaram que devemos olhar atentamente despesas, custos e investimentos. Acrescento ainda a possibilidade de parcerias e permutas, aspecto que, para o nosso setor, tem merecido uma reflexão especial.

Muitos de nossos shoppings têm sofrido com os fortes aumentos de tarifas públicas como energia elétrica, água, IPTU, além de estarem mais pressionados com gastos com publicidade, pessoal e outros. Precisamos minimizar ou excluir outras despesas, além de manter a eficiência e a eficácia em nossos investimentos e realizar mais com menos.

Até bem pouco tempo, não pensávamos em trocar serviços sem valor monetário envolvido, mas hoje, com situações de ociosidade, muitos atores envolvidos na operação de um shopping estão dispostos a trocar. Todos estão se movimentando para isto e com os parceiros de mercado, fornecedores, lojistas, empreendedores, equipes, passamos a mudar a nossa cultura com grandes resultados.  Os desafios, contudo, ainda são muitos.

O incremento do uso da tecnologia, a melhor gestão na escala de funcionários para evitar demissões, a troca de lâmpadas convencionais por modelos de LED, o reuso de água são algumas medidas que tornam a operação mais eficiente.

As nossas campanhas publicitárias, assim como as ações promocionais, institucionais ou geradoras de tráfego de pessoas nos shopping centers, passam por mudanças culturais. Entendemos que não são somente os prêmios de alto valor que motivam consumo, mas boas experiências, embora isso ainda seja um ponto conflitante. Vivemos um momento em que é preciso ter sensibilidade para entender mais o consumidor, potencializando resultados e, mesmo em um cenário adverso, estamos colhendo bons frutos.

Convido à reflexão empreendedores, lojistas, administradores, gerentes e todo o corpo funcional para que a mudança traga melhores condições de negócios. Bom trabalho e boas colheitas.