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31/01/2017



SHOPPING CENTERS FATURAM R$ 157 BI EM 2016


Em coletiva de imprensa hoje em sua sede, Abrasce divulgou os números do setor


Os números atualizados do setor de shopping center foramdivulgados hoje pela Abrasce durante uma coletiva de imprensa, em SãoPaulo. Os dados fazem parte do Censo Abrasce, pesquisa detalhada sobre o setor,que conta com a participação dos shoppings associados.

Mesmo em meio a um cenário econômico adverso em que,segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ovarejo nacional teve redução de 6,4% no volume de vendas até novembro de 2016,a indústria de shopping centers cresceu 4,3%. “Assim como outros setores,sentimos o impacto da crise, mas mantivemos nossa resiliência, inauguramos 20empreendimentos e fechamos o ano com 558 shoppings em operação”, ressalta GlaucoHumai, presidente da Abrasce.

 

Retomadado setor

A área bruta locável (ABL) alcançou os 15,2 milhões demetros quadrados dedicados às lojas e serviços. “O número de lojas tambémcresceu e somam hoje 99.990 unidades”, comentou a diretora de operações,Adriana Colloca. Os cinemas também cresceram 4,9%, e hoje somam 2.707 salas.

A indústria de shopping centers representa 2,57% do PIB,o que reflete no número de empregos no setor. Em 2016, foram registrados 26.302novos postos de trabalho, 2,7% a mais que no ano anterior. No total, osshoppings empregam 1.016.428 pessoas.

Em 2016, o setor registrou aumento em vendas de 4,3%, atingindoum faturamento de R$ 157,9 bilhões.

Neste ano, a vacância – dado monitorado constantementepela associação – assinalou média de 4,6%, pouco acima de 2015, que foi 4,3%.  “É uma vacância saudável e administrável”,comentou Humai.

Por concentrar 54% do total de shopping centers, a regiãoSudeste foi a que mais faturou em 2016, com R$91,9 bilhões – é também a quemais concentra empreendimentos, são 300 unidades. Já o Sul foi a que maiscresceu – as vendas aumentaram 5,84%, nos 93 empreendimentos. “É inegável opotencial econômico do Sul e Sudeste, porém as regiões Norte, Nordeste eCentro-Oeste chamam atenção em outros aspectos, como a oferta de empregos e apossibilidade de expansão dos shoppings”, comentou Humai.  

 

Foradas capitais

O movimento de novos empreendimentos fora das capitaistem se intensificado. Em 2016, dos 20 novos shoppings, apenas sete estavamlocalizados em capitais. Alguns fatores explicam esta procura, diz Humai, como“custos menores de aquisição de terreno e de construção, concorrência menor, emaior facilidade na obtenção de licenças”.

Outro fenômeno recorrente são municípios que recebem oprimeiro shopping center. Nos últimos seis anos, 52 cidades debutaram naindústria.

Já para 2017, dos 30 novos shoppings a serem inaugurados,77% estarão em cidades até 500 mil habitantes. 13 cidades brasileiras receberãoseu primeiro shopping, entre elas Três Lagoas, MS; Olinda (PE), Porto Belo(SC), Franco da Rocha (SP) e Votuporanga (SP).

 

Sobreo frequentador

O Censo Abrasce traz, também, dados do perfil dofrequentador de shopping center. Sobre ele: 32 anos é a idade média, e 59% sãodo sexo feminino, 50% pertence a classe B, 29% à classe C e 21% à classe A. O ticketmédio é de R$ 243, e o tempo médio da visita 1 hora e 16 min.


Tendênciase perspectivas

Os shoppings continuam sendo porta entrada para operaçõesinternacionais e redes de franquias que desejam ampliar sua atuação – na média,34,5% do mix de um shopping é composto de lojas de franquia. Mais de 21 redesabriram novas unidades em shoppings ou iniciaram operação no Brasil em 2016.

A expansão dos outlets é um dos destaques do CensoAbrasce deste ano. Eles já somam onze unidades no País. Um fator queimpulsionou o aumento das vendas neste segmento foi a alta do dólar, queretraiu as viagens ao exterior. “A principal característica desse tipo deshopping é a oferta de preços menores”, comentou Adriana.

Outra tendência da pesquisa é a forte incidência dos complexosmultiuso, ou seja, o shopping que possui em sua instalação hotel, centro médico,faculdade, condomínio empresarial e/ou residencial.

Espaços abertos e de convivência, iniciativas de sustentabilidade(como maior eficiência e utilização dos recursos), assim como ferramentas detecnologia (que permitem o omnichannel), também foram indicados como tendênciasdeste ano.

 

O queesperar 2017

A Abrasce estima que o setor termine 2017 com R$ 166 bi emvendas. O número de shoppings também deverá alcançar a marca de 588 unidades. “OBrasil ainda tem oportunidades, regiões com forte desenvolvimento”, comentou.