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06/05/2016



COMO A TURBULÊNCIA POLÍTICA E ECONÔMICA AFETAM O FREQUENTADOR DE MALL


Pesquisa Tempos Voláteis, encomendada pela Abrasce, questionou residentes da capital paulista sobre o momento político e econômico, e sua relação com as visitas aos shopping centers

 

Por Ticiana Werneck

 

Gosto de passear, ver as vitrines, saber das novidades e ir ao cinema”; “Possui maior variedade de lojas”, “Gosto da variedade de lojas e restaurantes que o shopping possui”, “Fica aberto até mais tarde e nos fins de semana”;

“Consigo fazer tudo que preciso em um lugar só”; “Tenho mais sensação de segurança”.

 

Estas foram as continuações mais frequentes para a frase: “Eu prefiro ir ao shopping porque..." Realizado em São Paulo, o levantamento “Tempos Voláteis” realizado pela Cause, a pedido da Abrasce, ouviu moradores da cidade para conhecer mais sobre o comportamento do frequentador, e suas opiniões em relação à uma visita ao mall nesse momento econômico turbulento pelo qual o país passa.

 

Alguns achados da pesquisa jogam luz sobre temas que vêm impactando fortemente o varejo físico. Por exemplo, 39% dos ouvidos concordam totalmente, e 34% concordam em parte, com a afirmação: “Mesmo com a internet, prefiro realizar minhas compras no shopping. Gosto de ser atendido por uma pessoa de verdade”. Apenas 21% não concordaram com a frase.

 

A afirmação “O shopping é mais que um lugar pra comprar. É o meu lugar preferido para passear e encontrar amigos”, ganhou 65% de concordância, contra 29% de discordância.

 

Na opinião dos entrevistados, para um shopping ser melhor, os quesitos mais importante são, por ordem: preços, estacionamento, segurança, lazer e cultura, e variedade de lojas.

 

O mote do momento atual

O momento econômico e político foram justamente o pano de fundo da pesquisa, que buscou entender as percepções e humores da sociedade e de seus cidadãos.

 

A escolha da cidade de São Paulo foi estratégica. Responsável por mais de 11% do PIB nacional, segundo o IBGE, e sendo o maior colégio eleitoral do Brasil, com pouco mais de 6% do eleitorado, a cidade enseja uma atenção especial no que diz respeito aos anseios da população e seu comportamento frente às incertezas.

 

Os entrevistados consideraram como muito ruim o governo de Dilma Roussef (57,2%), e Fernando Haddad (40,4%). 65% são a favor do impeachment, e 76% declararam não acreditar quando um político fala de ética e valores.

 

Em relação às próximas eleições municipais, 89,1% acreditam é necessária uma mudança de rumo.

 

Em relação a posicionamento ideológico, 15% considera-se de esquerda, 22,4% de direita, 42% não se interessa por esta classificação, e 20% não soube responder.

 

A pesquisa ouviu 1.981eleitores residentes no município de São Paulo, com 18 anos ou mais de idade. A pesquisa quantitativa “Tempos Voláteis”, envolveu entrevistas pessoais aplicadas em domicílio, realizada em setembro de 2015.