IA vira “nova Medicina” no Sisu 2026 e escancara desafio do mercado: preparar pessoas para tomar decisões com tecnologia no mundo real
Explosão de cursos de Inteligência Artificial reflete urgência das empresas, mas especialistas alertam que diploma, sozinho, não resolve o gargalo de implementação
Brasil, 19 de fevereiro de 2026 – No momento em que milhares de estudantes brasileiros acompanham os resultados do Sisu 2026, dos vestibulares tradicionais e das novas ofertas de cursos superiores, a inteligência artificial se consolida como uma das áreas mais disputadas do país. O fenômeno, que já dava sinais claros no ciclo anterior, quando o curso de IA na Universidade Federal de Goiás (UFG) registrou a maior nota de corte de toda a instituição, superando carreiras tradicionais como Medicina e Direito, repete-se agora em escala nacional, confirmando que a tecnologia é a nova fronteira da alta performance acadêmica.
Dados recentes mostram que essa é uma tendência que em 2026 continua crescendo. Uma prova disso é que o Sisu 2026 disponibiliza 274,8 mil vagas, o maior volume da história do programa, com ênfase em tecnologia, inovação e inteligência artificial, segundo dados do Ministério da Educação (MEC). A mensagem é clara: o mercado demanda talentos preparados para atuar em um ambiente digital, regulamentado e orientado por dados.
O estudo “Empregos em Alta em 2026: os 25 cargos que mais crescem no Brasil”, divulgado pelo LinkedIn, confirma que funções relacionadas à inteligência artificial, dados, segurança e eficiência operacional lideram o crescimento. O cargo de Engenheiro(a) de IA encabeça a lista, reforçando a posição do Brasil como um dos polos de talento tecnológico mais relevantes da América Latina.
Para Gustavo de Paula, Country Manager da Xertica.ai no Brasil, consultoria especializada em GenAI e soluções em nuvem, o movimento observado nas universidades reflete um ponto de inflexão, mas também um risco. “Estamos vendo uma explosão de cursos de IA, quase como aconteceu com Medicina em outros ciclos. Isso mostra a urgência do mercado. Mas, na prática, o maior desafio das empresas em 2026 não é acessar tecnologia ou talento técnico, e sim preparar as pessoas para decidir, coordenar e trabalhar junto com a IA”, afirma.
Além do diploma: de aprender tecnologia a aprender a decidir com ela
A experiência da Xertica.ai em setores como varejo, saúde, finanças e setor público mostra que o gargalo não está no código, mas na forma como pessoas e equipes incorporam a IA ao seu trabalho diário. “Muitas organizações automatizam processos sem mudar a forma como pensam, colaboram ou tomam decisões. O resultado é mais IA, mas não necessariamente melhores resultados”, explica Gustavo.
Neste cenário, a atuação profissional deve estar ancorada não apenas na Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), mas também nos fundamentos do Marco Civil da Internet (Lei n. 12.965), que estabelece princípios, garantias e direitos para o uso da rede no Brasil. “Trabalhar com IA hoje exige rastreabilidade e o respeito aos direitos fundamentais de privacidade e neutralidade previstos no Marco Civil. Sem essa base jurídica, a inovação perde sustentabilidade”, explica Gustavo.
Casos como medicina preditiva na saúde, hiperpersonalização no varejo ou uso da IA como infraestrutura de prevenção e segurança no sistema financeiro evidenciam que o valor não está na ferramenta, mas em como ela é integrada a decisões reais, complexas e de alto impacto.
Talento distribuído, impacto escalável
Outra mudança relevante é a descentralização geográfica da formação. Com vagas em IA distribuídas em regiões como Minas Gerais, Rio de Janeiro, Nordeste e Centro-Oeste, cresce a possibilidade de formar talentos locais com capacidade de implementar soluções de alcance global. Isso não apenas reduz desigualdades regionais, como fortalece ecossistemas de inovação fora dos polos tradicionais.
“A expansão educacional, como vimos de forma pioneira na UFG, é fundamental. Mas o estudante de 2026 precisa se formar preparado para gerir pessoas e máquinas ao mesmo tempo. O futuro não passa apenas por saber programar, mas por ensinar equipes inteiras a aprender, se coordenar e decidir com IA de forma segura e dentro das leis que regem o nosso ambiente digital”, reforça o porta-voz.
Uma mensagem para quem escolhe sua carreira hoje
Em meio às inscrições do Sisu, listas de espera e decisões sobre qual carreira seguir, o consenso entre especialistas é que tecnologia e inteligência artificial seguirão entre as áreas com maior empregabilidade nos próximos anos. No entanto, a vantagem competitiva estará cada vez menos no diploma isolado, e sim na capacidade de aprender continuamente, se adaptar e aplicar conhecimento em contextos reais.
“O mercado está aquecido, mas também mais exigente. Quem investe hoje em formação em tecnologia precisa olhar além do curso: entender dados, negócio, ética e impacto. É isso que vai diferenciar os profissionais que realmente irão liderar no mundo real”, conclui o Country Manager da Xertica.ai.
Sobre a Xertica.ai
A Xertica.ai oferece soluções avançadas de GenAI e serviços de consultoria em nuvem para acelerar processos, resultados e produtividade na América Latina, com o objetivo de promover um impacto positivo e real na vida das pessoas por meio do uso responsável de soluções avançadas de inteligência artificial (GenAI), além de mitigar os efeitos adversos da inteligência artificial.
Com o apoio do MIT G-Lab, a Xertica.ai desenvolveu o X-Factor, uma metodologia que acelera a criação de valor por meio de tecnologias em nuvem para habilitar tecnologias, otimizar seu uso e transformar negócios, instituições e a sociedade.
A empresa já criou aceleradores baseados em inteligência artificial para diferentes setores (educação, saúde, justiça, meio ambiente, empresas nativas digitais, serviços financeiros, varejo e manufatura), que vão desde a monitoração de vias públicas, zonas de risco, incêndios, frotas e produtos, até a transcrição de vídeos.
Fundada em 2016, a companhia foi selecionada como uma empresa de alto impacto pela Endeavor e é um dos principais parceiros do Google na América Latina. No seu primeiro ano de operação, recebeu investimento da Dalus Capital, Endeavor Catalyst e Salesforce Ventures. A Xertica.ai está presente em oito países (Estados Unidos, México, Colômbia, Equador, Peru, Chile, Argentina e Brasil), conta com cerca de 400 funcionários, 800 clientes nas regiões onde opera e uma receita operacional estimada em US$ 120 milhões em 2024. Para mais informações: Link.
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