Clubes do livro, cerâmica, pintura e colagens ganham espaço na rotina de brasileiros que buscam experiências offline
Impulsionada por clubes do livro e pelo desejo de passar menos tempo conectado, a leitura voltou a ocupar espaço de destaque entre os hábitos de lazer dos brasileiros. Abrir um livro novo, folhear as páginas, grifar trechos favoritos ou trocar interpretações em um clube de leitura, têm ganhado um novo significado: desacelerar, estar presente e criar conexões reais. Nesse cenário, a inauguração da nova unidade da Livraria Leitura no Buriti Shopping acontece em meio ao aumento da procura por hobbies ligados ao bem-estar, à criatividade e a se manter no presente.
Paralelamente à leitura, hobbies considerados “analógicos” também ganharam força nos últimos anos. A busca por atividades manuais e experiências presenciais cresce entre públicos de diferentes idades: pintura em taças, cerâmica, crochê, bordado, aquarela e papelaria criativa deixaram de ser apenas passatempo e integram espaço fixo na rotina de jovens e adultos que buscam aliviar o estresse, reduzir o tempo de tela e cuidar da saúde mental. Esse movimento tem impulsionado desde oficinas criativas até o fortalecimento das livrarias físicas no país.
Depois de um período marcado pelo fechamento de grandes redes e pela crescente digitalização do consumo, as livrarias físicas vivem um momento de reinvenção. A discussão que antes girava em torno do possível fim do livro físico dá lugar a um novo comportamento de consumo: o de pessoas que buscam menos velocidade e mais significado nas pequenas experiências do cotidiano. Mais do que espaços de compra, as livrarias passaram a apostar em experiências, encontros e convivência, transformando a leitura em uma atividade coletiva e afetiva.
A mudança acompanha um novo comportamento do consumidor, que volta a valorizar ambientes capazes de proporcionar troca, pertencimento e conexão real. “Atividades manuais e experiências presenciais ajudam a estimular a concentração, a criatividade e o bem-estar emocional, além de fortalecer vínculos sociais. Em um mundo marcado pela hiperconectividade e pela sobrecarga de informações, hobbies que incentivam presença e troca têm se tornado uma espécie de refúgio contemporâneo”, destaca Thiago Souza, gerente de marketing do Buriti Shopping.
Um espaço para leitores e colecionadores
E em meio à expectativa para a Copa do Mundo FIFA de 2026, a Livraria Leitura aposta no forte apelo afetivo e colecionável do torneio para impulsionar a experiência nas lojas físicas. Uma das maiores redes revendedoras de álbuns e figurinhas do país, a marca transforma suas unidades em pontos de encontro para colecionadores e fãs do futebol, resgatando um ritual tradicional que atravessa gerações: comprar pacotes, trocar figurinhas e compartilhar momentos.
A nova unidade do Buriti Shopping já nasce integrada a esse movimento, com espaços voltados à interação entre clientes e à criação de experiências coletivas ligadas ao universo da Copa. “Mais do que colecionar figurinhas, a Copa do Mundo sempre representou um momento de conexão. Provavelmente, você se lembra de onde assistiu às últimas edições, porque existe um aspecto afetivo muito forte ligado a essa data. Colecionar figurinhas é um hábito que atravessa gerações, mesmo em um mundo cada vez mais digital”, destaca o representante da Livraria Leitura, Pedro Paulo Ornelas.
O objetivo é transformar as lojas em espaços de convivência, onde o público possa viver experiências coletivas. “É especial ver as crianças criando conexões por meio de algo tão simples e afetivo como as figurinhas, compartilhando momentos de diversão, interação e troca com pais, amigos e colegas, seja combinando a troca de figurinhas repetidas ou participando das tradicionais brincadeiras do álbum. Em um cenário cada vez mais digital, experiências assim reforçam vínculos e criam memórias que permanecem”, conclui.
PROGRAMA CONSTELAR
