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Transformação Digital e as Mudanças De Hábitos Dos Consumidores
*Leonardo Hermeto da Costa Mendes é Head na unidade de negócio shopping da Group Software, empresa com mais de 25 anos especializada em sistemas para shoppings.
Devido à instabilidade no comércio por conta do fechamento das lojas e os decretos sancionados pelos estados visando o distanciamento social a fim de conter o avanço da pandemia de covid-19, tanto as empresas como os consumidores passaram por diversas mudanças. Se, antes, a preferência de muitos era realizar compras pessoalmente, com a crise sanitária todos foram “forçados” a consumir por meio do e-commerce.
  Esse cenário fez com que os lojistas precisassem se adaptar para sobreviver em meio à pandemia, adotando diferentes processos internos e aderindo à transformação digital, que gerou um investimento maior e mais assertivo na entrega de soluções que atendessem às novas necessidades e desejos dos consumidores.
  Porém, essa situação foi especialmente difícil para os shoppings, que dependiam quase que exclusivamente do fluxo presencial do público para manter os negócios funcionando. Então, para isso, as lojas precisaram integrar outros modelos de venda e relacionamento com seus clientes.
  Entre as medidas utilizadas para manter as vendas, destacam-se as parcerias estratégicas, com plataformas de fidelização e empresas que oferecem programas de cashback, sistema em que a pessoa recebe uma parte do dinheiro de volta, em moeda virtual ou pontos, para ser usado da forma que achar melhor, seja no resgate de produtos, vouchers em restaurantes, tickets de estacionamento, cinema, etc. Assim, foi possível aumentar a fidelização dos compradores e também colher seus dados e hábitos de consumo.
  Outra prática aplicada para acompanhar a tendência do varejo online foi a adoção dos “shoppers”, que são profissionais contratados pelos shoppings para realizar as compras no lugar do consumidor. Esse movimento foi muito positivo, pois trouxe um facilitador para o lojista e seus clientes, realizando tarefas como orientação de compras, cadastramento de produtos e pedidos, até parte da logística, levando encomendas para o ponto de coleta no centro de distribuição.
  Analisando essas estratégias, é importante ressaltar que a tecnologia foi uma grande aliada, pois ajudou a simplificar e melhorar diversos procedimentos, além de apoiar uma nova cultura de consumo. Por isso, os lojistas que conseguiram acompanhar as transformações, colocando tudo isso em prática, certamente puderam notar um incremento importante em suas atividades.
  Isso mostra a importância dos líderes e gestores se manterem atentos e atualizados para conseguirem se reinventar sempre que necessário. Eles puderam identificar as mudanças nos hábitos e assim criar mecanismos para atender as necessidades do seu cliente, exatamente porque estavam acompanhando as tendências de mercado.
  Agora, com o progresso da vacinação em todo o país, o novo desafio será fazer as pessoas voltarem a frequentar o varejo presencial, mas sem abrir mão das diferentes conexões e soluções que foram desenvolvidas nos últimos tempos. Saber como utilizar todos os canais para realizar as vendas e ainda manter a proximidade com o público precisa ser a prioridade nesse novo momento. Não é uma missão fácil, mas tenho certeza de que o comércio está mais do que pronto para dar esse passo em direção a um novo modelo de negócios ainda mais atrativo e inovador.

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