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Dia Mundial da Juventude: jovens buscam na capacitação a chance para o primeiro emprego

Preocupados com o futuro, eles almejam mais segurança e sonham em cursar universidade

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estima que 24% da população do país têm entre 15 e 29 anos. São 50,4 milhões de jovens, inseridos em um universo em constante transformação e um cenário nacional desafiador. Não por acaso, esta é a parcela de brasileiros que mais sofre com a falta de emprego.

De acordo com o IBGE, 12% da população estão sem trabalho no Brasil e, entre os jovens, o índice sobe para mais que o dobro. No primeiro trimestre de 2019, 27, 3% das pessoas com idade entre 18 e 24 anos estavam sem trabalhar. Entre os jovens de 14 a 17 anos, o índice de desemprego era de 44,5% – maior taxa entre todas as faixas etárias.

Outro dado preocupante refere-se ao grupo conhecido como ‘nem-nem’. Segundo Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) do IBGE, 24,5% dos jovens de 15 a 29 anos não estudam nem trabalham em 2017. Em Sergipe, a taxa era de 30,2%, sendo a quinta maior do país. Em 2018, o índice nacional caiu para 23%. Afazeres domésticos ou familiares são apontados como principais fatores que fazem os jovens abandonarem os estudos. Já a falta de experiência e de qualificação os afastam do mercado de trabalho.

Preocupação com o futuro

Diante deste cenário, o jovem sergipano demonstra preocupação com o futuro e busca se preparar para superar os desafios, almejando, inclusive, ingressar no curso superior. “Não sei bem o que esperar do futuro. Por um lado, anseio pelas coisas que vou conquistar. Por outro, tenho medo de não conseguir acompanhar o ritmo com o qual o mundo muda. Sei que, acima de tudo, devo me preparar para que tudo corra da melhor forma possível”, afirma Eugênia de Carvalho Dias, 20 anos, aluna do Instituto João Carlos Paes Mendonça de Compromisso Social (IJCPM) em Aracaju (SE).

A instituição criada na capital pernambucana em 2006 atua em quatro capitais do Nordeste – Recife (PE), Salvador (BA), Fortaleza (CE) e Aracaju (SE) – elevando o potencial de empregabilidade e estimulando os crescimentos profissional e intelectual dos jovens, além de discutir questões comportamentais capazes de aprimorar o desempenho deles no mercado de trabalho. São foco do IJCPM moradores de comunidades vizinhas às unidades de negócios do Grupo JCPM, que tenham entre 16 e 24 anos, estudantes ou egressos do Ensino Médio em Escolas Públicas.

O IJCPM foi implantado em Aracaju em dezembro de 2016 e as atividades iniciaram em 2017. Desde então, 1.704 jovens já foram atendidos pela instituição, 758 qualificados e 222 inseridos no mercado de trabalho. Em sua sede localizada no Shopping Jardins, são oferecidos cursos gratuitos de qualificação profissional, idiomas, informática básica e oficinas culturais.

Foi com o apoio do IJCPM que o auxiliar administrativo João Marcos Félix, 19 anos, conquistou o seu primeiro emprego. “Eu me matriculei em um curso de férias de Fotografia e desde esse primeiro contato com o instituto, fiquei encantado com todo o apoio que a instituição dá aos jovens alunos. Depois me inscrevi no curso de Informática. Assim que terminei, consegui me colocar no mercado como Jovem Aprendiz e, posteriormente, fui efetivado na empresa”, relata o jovem auxiliar administrativo do Shopping Jardins.

A responsável pelo Setor Pessoal de uma rede de padarias Pandoro, em Aracaju, Ana Paula da Silva Santos, aposta no jovem trabalhador e destaca os benefícios desta mão de obra para a empresa. “Nossa experiência tem sido bem positiva com relação à contratação de jovens aprendizes. Especialmente aqueles egressos do Instituto João Carlos Paes Mendonça têm boa desenvoltura nas entrevistas, trazem teorias que aprendem nos cursos e nós mostramos a prática para eles. Eles são bem comprometidos e oferecem tudo aquilo que o instituto requer deles na empresa. Isso é muito importante para a contratação efetiva dos jovens”, ressalta.

Além de promover a qualificação e a inserção do jovem no mercado de trabalho, o IJCPM acompanha o desempenho de seus egressos nas empresas e oferece o suporte necessário para que eles superem as dificuldades que possam surgir.  Hoje, 239 jovens participam dos cursos oferecidos pelo instituto, sendo 100 em Informática Básica, 40 em Informática Avançada, 60 no curso Multidisciplinar e 39 em Inglês.

O que pensam os jovens sergipanos?

Realizada em 2017, a pesquisa “Perfil do Jovem do Instituto JCPM” ouviu 1,3 mil jovens de quatro capitais do Nordeste – Aracaju, Fortaleza, Recife e Salvador – e revelou a opinião dos alunos da instituição sobre assuntos ligados ao cotidiano como futuro, segurança, saúde, educação, lazer, entre outros. Na capital sergipana, a sondagem ouviu 160 jovens atendidos pelo IJCPM, o que permite traçar um panorama dos estudantes ou egressos de escolas públicas, de 16 a 24 anos de idade.

A grande maioria (60%) estava inserida em família com renda de até dois salários mínimos e em busca de um emprego, o que não afastava destes jovens o desejo de fazer um curso superior, aspiração para 95% deles. A falta de segurança (51%), os problemas de saneamento (16%) e a ausência de opções de lazer (10%) foram apontados como as principais carências de seus bairros. Apesar das questões levantadas, 39% dos jovens aracajuanos ouvidos acreditavam que a situação do Brasil iria melhorar nos próximos cinco anos, ou seja, até 2022.

Dentre os entrevistados, 39% admitiram não participar de movimentos políticos, mas tinham interesse por questões relacionadas ao assunto. A pesquisa constatou também que ao procurarem o Instituto João Carlos Paes Mendonça de Compromisso Social (IJCPM), 35% dos jovens buscavam adquirir mais conhecimento, 23% deles almejavam apoio para conquistar um emprego e 21% queriam ser profissionais melhores.

Em anexo, seguem imagens de atividades realizadas pelo IJCPM em Aracaju.
Fotos: Divulgação

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