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Com fechamento de shoppings, restaurantes do Buriti investem em delivery para continuar operações

Impedidos de funcionarem com atendimento ao público, estabelecimentos registraram aumento nas entregas

Com a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) de manter o isolamento social e o decreto nº 9637, que ordenou o fechamento dos shoppings da capital, os restaurantes localizados nestes locais precisaram se adequar a uma nova realidade: o delivery. Com a virada rápida de cenário, os empresários precisaram reorganizar as operações para continuar de portas abertas. Assim, disponibilizaram seus cardápios em canais de vendas online e reforçaram a entrega em domicílio. Por meio de aplicativos de delivery, whatsApp, telefone ou site, os clientes têm a oportunidade de receber seus pratos prediletos em casa.

Para conseguir atender esse novo formato de venda, o Buriti Shopping estabeleceu uma logística para otimizar as entregas dos pedidos para os entregadores por aplicativos. Para a segurança deles e trabalhadores do shopping, os entregadores aguardam no Piso Térreo, em que foi montada uma barreira com mesas. Funciona da seguinte forma: eles chegam, identificam o pedido ao atendente do shopping, que liga para o restaurante. Confirmado o pedido, o funcionário desce, coloca o pedido sobre a mesa, e o entregador segue para entrega.

 “É uma forma de proteger os nossos lojistas, nossos profissionais que aqui trabalham e também os entregadores. Montamos essa barreira próximo ao supermercado Bretas, e disponibilizamos álcool em gel nessas mesas. Desde o início dessa pandemia, estamos seguindo as orientações da OMS, da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce) e de todos os órgãos competentes adotando medidas no sentido de intensificar ainda mais a limpeza e higienização das nossas dependências. Com três semanas em que a Praça de Alimentação está operando apenas para delivery, passaram pelo local mais de 3100 entregadores, que são atendidos de forma individualizada”, explicou a gerente de marketing do shopping, Priscilla Lima.

No centro de compras, estão em operação os seguintes restaurantes: Bobs, Sushiloko, Ting Express, Fast Açaí, Coxinha Express, Spoleto, Doce Paladar e Mini Kalzone. Dona da franquia Sushiloko, localizada no Buriti Shopping, Fernanda Cristina Ferreira, explica que antes do fechamento do centro de compras, os pedidos em formato delivery tinham uma saída regular, com movimento maior nos finais de semana. Agora, neste período de quarentena, que não existe atendimento ao público, o restaurante registrou um aumento neste tipo de consumo. “Eu já era cadastrada em um aplicativo de comida. Quando comecei a perceber uma mudança de comportamento mundial, com os comércios fechando, cadastrei em outro aplicativo, e foi o que realmente me ajudou”.

Comparando o mês de março, que foi o início da quarentena, com o mês de janeiro, um mês normal de vendas, enquanto os pedidos para entrega aumentaram, o atendimento caiu 76%. “Houve uma mudança de comportamento, já que as pessoas estão sendo orientadas a ficarem em casa, e não podem vir até o shopping porque ele está fechado. O delivery registrou aumento de 55%, também tivemos um aumento no ticket médio, porque agora os clientes compram para toda a família, e não mais para refeição individual”.

Sobre os planos para o futuro, Fernanda diz que vive um dia de cada vez. “Eu tento encontrar saídas possíveis para não pirar. Ainda não precisei demitir funcionários por conta da crise e estou vivendo um dia de cada vez. Eu passei pela crise na economia entre 2015 e 2018 e aprendi a trabalhar um dia após o outro. O faturamento que tenho hoje não dá para manter a loja, mas já estou tentando achar algumas saídas com as opções que os governos estão oferecendo”