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26/04/2017



A EXPLOSÃO DO DIGITAL NA VISÃO DOS VAREJISTAS



Se tratando de Tecnologia da Informação aplicada ao negócio, o setor financeiro no Brasil ganha disparado em termos de montante de dinheiro investido para fazer o negócio acontecer. Entretanto, o avanço da transformação digital vem impondo ritmo diferente nas empresas de diversos setores, como é o caso do Varejo. Aliás, essas duas verticais nunca estiveram no mesmo patamar de demanda: falar a língua do cliente, mergulhar no digital, ter eficiência operacional e ser inovador.

 

E o perfil dos consumidores é um dos fatores para a explosão do digital no cotidiano dos varejistas. Aqui, não há mais espaço para amadorismo ou ambientes tradicionais, o Varejo é uma indústria dinâmica e precisa ser operado da mesma forma. Para o gerente de Marketing da Nutty Bavarian, Danilo Tanaka, a empresa trabalha com foco no digital, principalmente nas redes sociais.

 

“E o retorno é surpreendente, pois a marca conseguiu encontrar uma linha de comunicação que traz conteúdos interativos, modernos e interessantes para os consumidores. Nossa equipe é jovem, antenada e apaixonada pela marca. Isso faz com que sempre busquemos nos atualizar com as novas tendências digitais”, revela o executivo.

 

Na Óticas Carol, pioneirismo e inovação são palavras-chave na estratégia, tanto que a companhia está implantando um núcleo para acelerar e acomodar, de forma mais estruturada, novos testes e possibilidades que impactem positivamente o negócio, facilitando a vida do operacional e do consumidor.

 

“A tecnologia vem garantindo, ao longo de anos, o acúmulo de dados e informações de forma cada vez mais rápida, dinâmica e natural aos olhos do consumidor”, pontua Raquel Pirola, diretora da Marketing da Óticas Carol. Ela acrescenta que todas as empresas estão entrando na era da inteligência artificial, que possibilita ler e interpretar de maneira mais clara e precisa, como essas informações podem ajudar a ter o produto certo, na hora certa e para o consumidor correto. “Estamos animados e caminhando para uma Carol cada vez mais relevante para os clientes, com atendimento olho no olho”, diz.

 

O Grupo Muffato também tem a tecnologia como grande viabilizadora dos processos. Com atuação em 17 cidades do Paraná e interior de São Paulo, a rede vem trabalhando fortemente os investimentos em soluções, tanto para o backoffice quanto para frente de caixa, mas ao melhor estilho “pé no chão”.

 

“As possibilidades de aplicações de tecnologia estão cada vez mais acessíveis, as soluções estão mais robustas e simples e as possibilidades são enormes, porém as empresas precisam ficar atentas à viabilidade de tudo isso, pensando, principalmente, no foco do negócio”, alerta o gerente de E-commerce e Tecnologia do Grupo Muffato, Fábio Cristiano Donadon. Segundo ele, o varejo não pode se “embriagar” com a tecnologia e perder tempo e dinheiro com modismos e soluções que não tragam retorno ou que desviem os negócios do foco proposto.

 

O que está por vir?

A visão dos três líderes varejistas corrobora para entendermos o atual cenário do setor: a tecnologia existe, está disponível, pode ajudar, mas ela não atua sozinha. Por mais que a transformação digital tenha tecnologias disruptivas em sua espinha dorsal, o fator humano nunca esteve tão presente no Varejo. Ainda mais no Brasil, que tem uma população apaixonada por conectividade e tecnologia.

 

Segundo uma pesquisa divulgada recentemente pela agência internacional We Are Social, o brasileiro é quem mais passa tempo na internet, cerca de 78% dos usuários no País acessam a rede todo dia. O estudo TIC Domicílios, realizado pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil, aponta que já somos mais de cem milhões de internautas e para 89% dos entrevistados, o celular é o principal meio usado para se conectar.

 

Ou seja, o Brasil já é digital e essa explosão de conectividade vem de encontro ao ambiente mais tradicional do Varejo. O desafio aqui é encontrar mecanismos para se reinventar, fazer mais com menos e buscar inovação não só na tecnologia, mas também em ações de engajamento do cliente e do próprio colaborador.

 

Na visão de Silvio Laban, coordenador de MBA do Insper, o Varejo brasileiro precisa revisitar as estratégias para atuar no mundo altamente conectado. “Estamos vivendo um forte período de mudanças em que devemos pensar nas tecnologias que trazem resultados para o negócio. A loja física como a gente conhece, de fato, vai desaparecer. Mas no mercado tem espaço para um novo conceito de espaço físico para vendas, que engaja colaboradores e traga experiência para o consumidor”, pontua Laban.

 

“O varejo é continuará sendo feito de gente. Propósitos, princípios, valore e causas formam a cultura da empresa. Líderes engajam equipes, que por sua vez são capazes de engajar e fidelizar clientes”, completa Alberto Serrentino, fundador da Varese Retail.

 

Fonte: Decision Report