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20/04/2017



LIFE CENTER: O SHOPPING CENTER DO FUTURO


Mais focado num ambiente acolhedor, com opções diferenciadas de entretenimento e lazer, o life center quer conquistar um público ávido por espaços de convivência

 

Por Ticiana Werneck, da Abrasce

 


Para Marinho, o Shopping Parque Arauco, em Santiago do Chile é um exemplo de Life Center


Centro de compra. Essa é a definição de Shopping Center. Mas será, realmente, que ele é só isso? A resposta de Luiz Alberto Marinho, sócio-diretor da GS&BW, é um categórico “NÃO”. 

Parte viva do ambiente urbano, os shoppings são estruturas flexíveis e estão a todo tempo se transformando com as mudanças de comportamento, de tecnologias e do mercado. “Os novos projetos de shopping têm caminhado na direção do desejo do consumidor, em um conceito que combina entretenimento, socialização, natureza, cultura, diversidade, conveniência e também compras”, explica Marinho.

E para definir este novo conceito de empreendimento uma nova palavrinha começa a aparecer cada vez mais: Life Center. Seguindo essa premissa, os malls deixam de ser um fragmento da cidade para ser a versão reduzida e planejada dela. “É como se o shopping reproduzisse tudo que a vida urbana tem de melhor e agregasse a ela conforto e segurança”.

Na visão de Paulo Secches, presidente da Officina Sophia, o Life Center resume o que se espera do shopping em um futuro próximo. Sua empresa realizou, a pedido da Abrasce, a pesquisa “O shopping do futuro”, para entender as aspirações dos jovens quando o assunto é Shopping Center. Para este público, a promessa do Life Center é tudo que ele busca em um ambiente coletivo.

 

No Rio, o Downtown também tem muito do conceito de Life Center


Afinal, o que um mall precisa ter para ser considerado um Life Center?

Ainda são poucos os shoppings no mundo que conseguem exprimir 100% do modelo, o mais comum são adaptações nas quais se incorporam alguns conceitos ao projeto atual.

De uma forma geral, o Life Center joga todas as suas fichas na criação de uma atmosfera que passe a sensação de um passeio agradável, com atenção ao paisagismo e natureza – muitos espaços ao ar livre. Ele mescla opções de alimentação, lazer, ambientes para socialização e convivência, assim como um mix de lojas e serviços, numa combinação que entrega conveniência e entretenimento. “É uma abordagem romântica, na qual recupera-se os pontos positivos da convivência urbana em um ambiente seguro”, resume Marinho.

A intenção é criar um shopping mais humano, acolhedor e atraente. “Nessa abordagem aumentam as chances de compras não planejadas”, explica Marinho.

Os Life Centers também oferecem um cardápio frequente de opções de entretenimento, e não só eventos em datas sazonais. Oferece também um espaço para a prática de esportes.

“Os shoppings do futuro deveriam ser locais onde vou para me relacionar e conviver com as pessoas e não necessariamente comprar”, foi uma frase aprovada por 59% dos jovens da geração Z, ouvidos na pesquisa “Shopping do Futuro”.

A pesquisa joga luz nos Life Centers, vislumbrando quais características a nova geração espera encontrar num mall. Para esses jovens entre 14 e 18 anos, o shopping do futuro deve trazer a natureza para dentro de sua estrutura porém sem abrir mão da tecnologia. Devem ser locais que, antes de tudo, resgatem a vida “ao ar livre” e incentivem a convivência.

Lazer, na forma de cinema, games e música, é muito importante, assim como a alimentação. Espera-se de um Life Center restaurantes de diferentes especialidades, cafeterias com espaços de convivência.

Segundo Secches, o jovem espera que o shopping do futuro tenha “áreas para encontros, muito espaço verde, wi-fi gratuito, praças para praticar esporte e passear com animais domésticos, espaços para games e música e mini-shows”.

De olho nesses insights, alguns shoppings aproveitam expansões e revitalizações para criar novas abordagens e adaptar seus formatos. Para ilustrar, Marinho destaca dois malls que exemplificam o conceito. Em sua visão, o Shopping Parque Arauco, em Santiago do Chile, traduz bem o conceito. Localizado ao lado do famoso parque Araucano, o shopping possui um boulevard ao ar livre que mescla restaurantes locais a redes internacionais numa oferta prá lá de plural. O espaço abriga um palco para apresentações diárias de música ao vivo. No quesito entretenimento, ele é forte: ringue de patinação no gelo, boliche e parque de games são apenas algumas das opções. Na área coberta, três andares de lojas com muitos quiosques de serviços e conveniência. Há opções para todos os bolsos em termos de mix de lojas - o mall possui uma área só para grifes de luxo.

Outro exemplo, dessa vez no Brasil, é o Downtown, chamado pela Ancar Ivanhoe de “o primeiro lifestyle do Rio de Janeiro”. O shopping, ao ar livre, reúne centenas de atividades comerciais e de serviços, 12 salas de cinema e uma ampla praça de alimentação: uma de suas grandes atrações é a variedade gastronômica com dezenas de bares e restaurantes, reforçando seu papel de importante polo de entretenimento para público de todas as idades.

“São exemplos de life centers aqueles que oferecem espaços abertos, restaurantes bacanas, opções de lazer, para atrair um público que quer consumir momentos agradáveis com sua família e grupo de amigos”, arremata Marinho.