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27/03/2017



FACHADAS E ÁREAS EXTERNAS: CONFIRA OS CUIDADOS NECESSÁRIOS


Especialistas contam quais são os cuidados necessários com a manutenção e a conservação das fachadas e áreas externas dos shoppings


Por Mariane Rocigno, para revista Shopping Centers, da Abrasce


 

A exposição de marcas e promoções na parte externa de estabelecimentos comerciais é regulada em muitas cidades brasileiras onde foram implementadas leis semelhantes à chamada Lei Cidade Limpa (em vigor desde o início do ano de 2007 em São Paulo), que ordena a paisagem do município com a proibição de propaganda em outdoors, além de regular o tamanho de letreiros e placas de estabelecimentos comerciais e inibir qualquer forma de publicidade exterior, entre outras providências. Cerca de 100 municípios, como Osasco (SP), Ribeirão Preto (SP), Londrina (PR) e Florianópolis (SC), já adotaram, total ou parcialmente, essas práticas.

No entanto, na maioria das cidades brasileiras, a legislação permite a utilização das fachadas de estabelecimentos comerciais para uma divulgação mais ostensiva. No caso dos shopping centers, essa é uma oportunidade para expor sua marca e a de seus lojistas. É preciso, contudo, tomar alguns cuidados extras com a limpeza e a manutenção das fachadas, painéis e placas de publicidade instaladas na área externa.

De acordo com Paulo Marques, gerente técnico de operações do Grupo Brasanitas, que atende cerca de 60 shoppings em diversas regiões brasileiras, para manter a limpeza adequada da área externa dos shoppings é preciso realizar uma avaliação criteriosa das estruturas dos empreendimentos, visando à segurança dos funcionários e às melhores condições de execução, para não correr o risco de gerar danos a estruturas, superfícies, painéis e placas de publicidade. “Para a execução de limpeza e manutenção (pintura e reparos) utilizamos equipamentos específicos para essa atividade, como plataformas elevatórias, balancins elétricos, cadeirinhas e sistemas de ancoragem rapel”, explica. Para isso, a companhia conta com profissionais capacitados para operar esse tipo de equipamento. “Temos uma empresa parceira que nos auxilia no treinemanto dos profissionais para a utilização de rapel, que se faz necessário em muitos empreendimentos”, comenta o especialista.

Além disso, segundo o gerente, a companhia utiliza produtos ecologicamente corretos e realiza uma análise prévia para conservar as superfícies que serão limpas. “Sempre realizamos uma avaliação do que vamos limpar, com o objetivo de não alterar as características dos materiais no momento da limpeza”, comenta. Ele considera que a elaboração de um cronograma anual de limpeza é de extrema importância nesse processo, pois, segundo o gestor, deve haver uma regularidade nessa manutenção.

Caso isso não aconteça, a sujeira impregnada na superfície fica mais resistente à limpeza. “Para as áreas de fachada de shopping centers, por exemplo, dependendo da localização do empreendimento (se está mais exposto a poluição, fuligem e animais que possam degradar o ambiente), o ideal seria que a limpeza fosse realizada a cada seis meses, aproximadamente”, pondera. Segundo o especialista, o melhor seria manter uma regularidade, porque, se a fachada ficar muito tempo sem limpeza, será preciso utilizar produtos mais fortes e a realização de uma limpeza mais pesada, que pode acabar danificando a superfície.

A Brasanitas também possui uma equipe multifuncional que realiza trabalhos de jardinagem. Segundo Marques, um engenheiro agrônomo oferece todo o suporte para as equipes, como treinamento e capacitação técnica. “São formadas equipes, sob a orientação do engenheiro, para realizar o planejamento, o projeto e a implantação de novas plantas e se responsabilizar por toda a manutenção das áreas verdes”, explica.

 

Eficiência e economia

Para Antônio Luis Francisco, diretor da Câmara de Máquinas e Equipamentos da Associação Brasileira do Mercado de Limpeza Profissional (Abralimp), o uso de máquinas e acessórios adequados facilita a limpeza dos revestimentos das fachadas, quando elas são feitas em áreas acessíveis aos funcionários responsáveis pela manutenção. De acordo com o diretor, as lavadoras de alta pressão são as mais indicadas, pois associam eficiência à economia de até 80% de água quando comparadas a uma mangueira convencional, além da menor necessidade de produtos químicos.

“As lavadoras de alta pressão são versáteis e contam com uma ampla linha de acessórios, como bicos turbo, escovas, mangueiras e tubeiras prolongadoras, entre outros, destinados às mais variadas aplicações em fachadas”, explica Francisco. O resultado disso, segundo o especialista, é uma limpeza mais eficiente, com economia de água, tempo e produtos químicos.

Ao realizar esse tipo de serviço, Francisco afirma que é preciso tomar alguns cuidados que dependem muito do tipo de limpeza e do ambiente a ser limpo. “Dois aspectos sempre devem ser observados: a escolha do equipamento adequado e a segurança dos operadores, em especial com a utilização de EPIs (equipamento de proteção individual) recomendados por especialistas em segurança do trabalho”, afirma.

O que diz a legislação?

Nas cidades com a Lei Cidade Limpa, os anunciantes têm a opção de utilizar itens do mobiliário público urbano, como abrigos de ônibus, relógios públicos e placas de rua. No que se refere aos letreiros, a lei tornou obrigatório que sejam proporcionais ao tamanho das fachadas: em imóveis pequenos (com menos de 10 metros de fachada), o limite é de 1,5 m²; nos médios (com fachadas entre 10 e 100 metros), o limite é de 4 m²; e nos grandes (com fachadas de 100 metros ou mais), o letreiro não pode ser maior que 10 m², mas nesse caso poderão ser colocados até dois letreiros, desde que estejam a uma distância de pelo menos 40metros um do outro. Ao utilizar esse tipo de anúncio, não é permitido colocar faixa ou letreiro em nenhum outro lugar da fachada.