Imprensa / Notícias do Setor / Notícias do setor

23/02/2017



E-COMMERCE FATURA R$ 44,4 BILHÕES EM 2016, COM ALTA DE 7,4%



Relatório produzido pela Ebit aponta retomada dos dois dígitos de crescimento em 2017; compras em sites internacionais atingem US$ 2,4 bilhões

  

O e-commerce brasileiro fechou 2016 com faturamento de R$ 44,4 bilhões, crescimento nominal de 7,4% ante os R$ 41,3 bilhões registrados em 2015. O número de pedidos permaneceu estável, em 106,3 milhões, mas o tíquete médio registrou alta de 8% na comparação entre os períodos, passando de R$ 388 para R$417. Os dados constam no relatório Webshoppers nº 35, divulgado pela Ebit, empresa de informações sobre o varejo eletrônico nacional.

 

Apesar de ser o menor crescimento registrado desde o início da série histórica, em 2001, o CEO da Ebit, Pedro Guasti, considera o resultado positivo. "O comércio eletrônico foi um dos poucos setores a andar na contramão da crise econômica. Além dos preços competitivos na comparação com o varejo físico, o e-commerce também foi beneficiado pela expansão do mercado de smartphones, que trouxe uma enorme gama de novos consumidores", diz.

 

De acordo com o relatório, o número de e-consumidores ativos cresceu 22% na comparação com 2015, de 39,14 milhões para 47,93 milhões. Guasti ressalta ainda o aumento das vendas via dispositivos móveis (tablets e smartphones), que concentraram 21,5% das transações em 2016, ante 12,5% do ano anterior.

 

A renda familiar média aumentou 8% na comparação entre 2015 e 2016, de R$ 4.760 mil para R$ 5.142. "Esse movimento mostra o enfraquecimento da classe C nas compras do comércio eletrônico e consequente maior participação das classes mais abastadas nas compras virtuais", ressalta Guasti.

 

Seguindo a tendência registrada desde julho de 2014, as lojas de e-commerce mantiveram a estratégia de cobrar pelo frete. Em dezembro de 2016, apenas 36% das vendas foram realizadas sem a cobrança adicional pela entrega.

 

O Webshoppers nº 35 aponta que as compras realizadas no comércio eletrônico geraram um ganho econômico de R$10,6 bilhões em 2016, relativo à economia de preço e do poder de barganha dos consumidores junto ao varejo físico derivado das buscas na internet. De acordo com Guasti, isso é explicado pelo efeito “ROPO” – Research Online/Purchase Offiline.

 

As cinco categorias mais vendidas em 2016, em volume de pedidos, foram:

1) Moda e Acessórios - 13,6%

2) Eletrodomésticos - 13,1%

3) Livros/Assinaturas/Apostilas - 12,2%

4) Saúde/Cosméticos/Perfumaria - 11,2%

5) Telefonia e Celulares - 10,3%

 

As cinco categorias mais vendidas, em faturamento, foram:

 

1) Eletrodomésticos - 23%

2) Telefonia/Celulares - 21%

3) Eletrônicos - 12,4%

4) Informática - 9,5%

5) Casa e Decoração - 7,7%

 

 

Retomada do crescimento

Para 2017, o relatório aponta que o e-commerce brasileiro faturará R$ 49,7 bilhões, com crescimento nominal de 12%. O tíquete médio deverá expandir 8%, para R$ 452, enquanto que, para o volume de pedidos, a expectativa é de uma alta de 4%, para 110 milhões.

 

"Além da migração de consumidores do varejo físico, o crescimento do e-commerce deverá ser impulsionado pelo aumento de preços e também pela participação das vendas de categorias de produtos de maior valor agregado, tais como eletrodomésticos, smartphones, eletrônicos, acessórios automotivos e casa e decoração", avalia Guasti.

 

A Ebit prevê 40% de crescimento das compras feitas por meio de dispositivos móveis no comércio eletrônico. A expectativa é que 32% das transações provenham de smartphones e tablets em dezembro de 2017.

 

Compras internacionais

Além do relatório Webshoppers 35a edição, a Ebit divulgou também a quarta edição da Pesquisa Cross Border, que avalia o comportamento de compra dos consumidores brasileiros em sites internacionais.

 

Mesmo em um cenário cambial desfavorável, quando o dólar ultrapassou os R$ 4,00 no primeiro trimestre, os brasileiros gastaram US$ 2,4 bilhões em sites de compra internacionais em 2016, alta de 17% ante os US$ 2,02 bilhões registrados em 2015. O número de consumidores únicos aumentou 21% na comparação entre os períodos, para 21,2 milhões de consumidores únicos.

 

O site chinês Aliexpress.com permanece como o predileto dos consumidores brasileiros, seguido por Amazon.com, eBay, Deal Extreme e Apple.com. “No Cross Border, os indicadores de ‘prazo prometido de entrega’ e ‘atraso no recebimento dos pedidos’ apresentam performance bem abaixo se comparado com os dados dos sites nacionais. Assim, comprar fora do Brasil ainda gera muita desconfiança e insatisfação para os consumidores virtuais brasileiros.”

 

 

As categorias mais compradas em 2016 por consumidores brasileiros em sites internacionais foram:

 

1) Eletrônicos - 34%

2) Informática - 25%

3) Moda e Acessórios - 24%

4) Telefonia - 18%

5) Brinquedos - 17%

 

 

Sobre a Ebit: presente no mercado brasileiro desde 2000, a Ebit acompanha a evolução do varejo digital no País desde o seu início, sendo a maior referência em inteligência competitiva para o e-commerce. Através de um sofisticado sistema, que coleta dados diretamente com o comprador on-line, a Ebit gera informações detalhadas sobre o mercado diariamente. São mais de 10 mil pesquisas respondidas por dia, mais de 22 mil lojas já avaliadas até o momento e 25 milhões de pesquisas acumuladas desde 2001. Saiba mais em www.ebit.com.br.

 

Informações à imprensa:
Ketchum
?
Maria Domingues 
– 11 5090-8931 – maria.domingues@ketchum.com.br
Aline Oliveira
 – 11 5090-8911 – aline.oliveira@ketchum.com.br