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10/10/2016



TECNOLOGIA E INOVAÇÃO NO VAREJO: PEQUENOS E MÉDIOS TAMBÉM PODEM ADOTAR


 

Por Sandra Turchi*

Qual a melhor hora de se investir em tecnologia para o varejo? A hora é agora! Alguns recursos e estratégias fazem valer o investimento, seja em forma de informações vitais para o crescimento das vendas e do relacionamento com o consumidor, ou como ferramentas para reconquistar aqueles que ainda não estão tão dispostos a entrar nas lojas e sair com um produto.

A boa notícia para os empresários e gestores é que é possível implantar soluções tecnológicas com menor custo e maior eficiência na obtenção dos resultados, desde que isso aconteça com informação, planejamento e, até mesmo, com o auxílio de alguma consultoria.

A prova de que há opções no tamanho certo para o para o pequeno e médio varejo é a programação especial realizada na edição deste ano do NRF Retail Big Show, um dos maiores eventos mundiais do setor, que acontece todo mês de janeiro em Nova Iorque. O Small Business Experience teve um dia inteiro de palestras e informações, incluindo novidades em mobile e mídia social; e tecnologia.

As redes sociais são importantes?

As redes sociais são as maneiras mais fáceis para entrar em contato com o maior número de consumidores (e potenciais consumidores também) – desde que esse trabalho seja feito de maneira correta. Com a infinidade de opções por aí – Facebook, Instagram, Pinterest, Snapchat, entre outras – como saber qual delas escolher?

É importante compreender que não há fórmula pronta. Tudo vai depender de cada tipo de negócio e de público. E encontrar um canal em que seja possível conseguir interação e resposta desse consumidor, além de conteúdos atrativos e que tragam novidade e utilidade para a sua vida, são algumas das premissas desse trabalho.

A partir do planejamento e da alimentação destes canais, vem mais uma necessidade: a de fazer o monitoramento das redes sociais. Dessa forma, será possível responder aos eventuais questionamentos dos consumidores, entender o seu engajamento e, até mesmo, saber o que os concorrentes estão fazendo.


Beacons para aumentar pontos de contato

No varejo físico, um dos grandes exemplos da tecnologia acessível e que conecta o consumidor é o caso dos Beacons – terminais de comunicação que utilizam o sistema Bluetooth, que permitem encaminhar informações e promoções para o consumidor dentro da loja.

Para isso, é necessário que o Bluetooth esteja ativado em seu celular e ele tenha o aplicativo indicando que aceita recebê-las, sem invasão do seu espaço. Os aparelhos receptores podem custar até US$ 20, além do custo de desenvolvimento do aplicativo. E entre as aplicações, é possível oferecer uma experiência de acordo com os gostos do cliente, cada vez mais informado e conectado.

Eles não são exatamente novidade. Há cerca de dois anos começaram a fazer barulho, especialmente em um dos maiores eventos mundiais de varejo – o NRF Retail Big Show, da National Retail Federation, dos Estados Unidos. O congresso acontece anualmente em Nova Iorque e apresenta, não apenas cases e tendências, mas também uma feira de tecnologia.

Já existem marcas produzindo os dispositivos no Brasil, o que, se ainda não os torna totalmente acessíveis a pequenos e médios varejistas, é um sinal de que se está chegando lá. E, com planejamento e orientação adequados, pode ser realidade em qualquer rede de lojas. Os Beacons são apenas uma das aplicações da IoT (Internet das coisas), apontada como uma das tendências de marketing digital para 2016.

Mapas de calor para conhecer o fluxo de pessoas

O avanço das pesquisas também possibilita a aplicação de outras ferramentas importantes para a gestão e obtenção de dados sobre o comportamento do consumidor. Empresas brasileiras já oferecem serviços como os mapas de calor com o uso de equipamentos simples como as próprias câmeras de monitoramento de segurança da loja.

As informações ajudam a entender o porquê de alguns produtos não apresentarem o resultado esperado ou a necessidade de mudar a posição de exposição de outros. Assim, é possível otimizar o layout do ponto de venda e/ou posicionar a equipe de vendas de forma mais eficiente.

Conclusão

Pelas suas características, o pequeno e o médio varejo têm mais capacidade e possibilidade de manter um relacionamento mais próximo com o consumidor. Em momentos de turbulência econômica, é preciso aproveitar essa vantagem. Quem investe em recursos e tecnologia agora estará mais preparado do que quem ficar apenas esperando a situação melhorar.


Sistemas para controlar e compreender os dados obtidos na gestão do seu negócio ajudam a ter mais planejamento e conhecimento para tomar decisões e aumentar as vendas. Isso tudo sem abandonar as tradicionais campanhas e promoções, o bom e velho CRM. Mesmo sem programas sofisticados, o mais importante ainda é o esforço para conhecer quem é o seu cliente, quando e como ele compra.

 

 

 

*Sandra Turchi é sócia-diretora da Digitalents, Consultora e palestrante sobre Marketing Digital e E-commerce. Professora nos MBAs da FGV, FIA e ESPM, onde coordena cursos na área digital desde 2008. E