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13/09/2016



RELAÇÃO DE SUCESSO ENTRE LOJISTA E EMPREENDEDOR


Por Ticiana Werneck

 

Mediado por Charles Krell, vice-presidente de Operações da Iguatemi Empresa de Shopping Centers, o painel dessa tarde no Congresso Internacional de Shopping Centers, reuniu lojistas e empreendedores para discutir essa parceria.

Comunicação clara e transparente, assim como uma atuação de parceria, foram citados como ingredientes vitais para a construção de uma relação frutífera. Na visão de Krell, é vital construir um “relação sinérgica”.

José Bento de Alencar, diretor de operações da Cinemark, soube ilustrar bem como seria este tipo de relação. “Em shoppings, fazemos ações conjuntas para atrair fluxo, nós abrimos mão de alguma coisa, o mall abre mão de alguma coisa e todo mundo sai ganhando”, disse.

Para a Cinemark, hoje, o desafio é deixar de ser um exibidor de filmes e ser um centro de entretenimento. “Passamos em 12 malls a abertura das Olimpíadas e a final Copa Uefa. São públicos que não existiam antes. Vamos buscar novos consumidores”. Até o final do ano, a rede terá antenas em todos os cinemas para transmitir shows e eventos ao vivo.

Milton Nobrega, da Saga Malls, simplificou: “a parceria tem que ser ganha-ganha, e lucro é insubstituível. Não existe lojista fraco dentro de shopping forte, os dois precisam dar as mãos”.  

Afrânio Barreira Filho, sócio-fundador do Restaurante Coco Bambu, disse entre risos, que nunca imaginou estar no palco da Abrasce entre grandes nomes do varejo. “Eu vendia pastel no Ceará. Começamos nosso restaurante há 20 anos e levamos tempo para aprender”. Após a abertura da primeira loja em shopping, Filho diz que agora “só quer abrir loja em shopping” (risos). Seu trunfo está numa boa negociação com o empreendedor logo na largada da parceria o que permitiu à rede conseguir bons contratos.

O avanço do varejo mobile (pelo celular) tem atraído a atenção de Sergio Herz, CEO da Livraria Cultura. “Precisamos estar em muita sintonia com o consumidor pois ele tem todas as lojas do mundo no celular”.

A rede começou a operar em malls em 2000. “Desde então procuramos formatar cada loja estabelecendo uma relação bem próxima com o mall”, disse.

Herz comentou que não foram poucas as vezes que, em parceria com o empreendedor, conseguiu elaborar lojas e formatos que se mostraram mais atraentes. Como a vez em que o empreendimento fez de tudo para conseguir o contrato com um cinema para colocar ao lado da Livraria Cultura e aumentar o fluxo; ou quando o mall ajudou na negociação para trazer um restaurante para dentro de uma loja fazendo dela um case de sucesso em experiência de compra.