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11/07/2016



COMO COMUNICAR CAMPANHAS DE SUSTENTABILIDADE


As iniciativas de sustentabilidade dos shopping centers podem se tornar uma campanha institucional que leva os consumidores a reconhecerem e valorizarem o compromisso dos empreendimentos com o bem-estar da sociedade e o meio ambiente

Por Instituto Akatu

 

 

A disputa para conquistar a atenção nos corredores dos shoppings centers é grande. São diferentes tipos de impacto visual, com a comunicação e espaços compartilhados entre lojistas, quiosques, lanchonetes, cafés e restaurantes que buscam despertar interesse aos olhos do consumidor. Nesse mesmo ambiente, ainda existe a sinalização interna do próprio empreendimento, com informações básicas de circulação e orientação de serviços.

 

Um dos desafios dos shoppings é comunicar suas iniciativas institucionais nesses espaços tão disputados. Há uma grande oportunidade de divulgar suas ações de sustentabilidade – manejo de resíduos, utilização de água de reúso e de lâmpadas LED, por exemplo – de maneira a construir uma conexão com os frequentadores que querem se identificar com projetos, lugares e propostas que contribuem para uma maior qualidade de vida para a sociedade e o meio ambiente.

 

Segundo a pesquisa do Instituto Akatu, Rumo à Sociedade do Bem-Estar, quando os consumidores são questionados sobre a percepção da responsabilidade social empresarial no Brasil, o cuidado com o meio ambiente, a comunidade e a sociedade são fatores importantes sob a perspectiva da sustentabilidade corporativa. Outro fator revelado pelo levantamento é que, hoje, naturalmente as escolhas dos consumidores  tendem a indicar práticas mais ligadas a caminhos de sustentabilidade: se bem comunicadas, as práticas sustentáveis dos empreendimentos são uma oportunidade de aproximação com o cliente, que se identifica e valoriza projetos que sigam esse caminho.

 

É grande a diversidade de espaços de comunicação a serem aproveitados na estrutura física do shopping, como elevadores, escadas rolantes, pátios, colunas, portas de acesso externo, banheiros, com espaços nos espelhos, paredes acima da descarga, e pias. Já o mobiliário do prédio pode servir de plataforma de divulgação, como latas de lixo, papeleiras e secadores de mãos de banheiros, além de mesas e bandejas, ou os totens nas praças de alimentação. Tapumes de lojas vazias e em reforma, cancelas de estacionamento, folhetos e sacolas são também veículos de comunicação com os consumidores e podem conter uma identidade alinhada com marcos importantes relacionados às iniciativas de sustentabilidade do empreendimento. Vale lembrar que é fundamental se atentar aos materiais utilizados para comunicar as ações sustentáveis para que sejam condizentes com as iniciativas divulgadas.

 

Menos impacto

Conheça exemplos de soluções que têm menos impacto no meio ambiente e na sociedade, suas características e possíveis utilizações.

 

Papel sintético: polímero feito com plástico reciclado (PP, polipropileno e PE, polietileno) resistente à água. Tem aspecto similar ao do papel couché e a impressão pode ser feita pelos processos gráficos editoriais usuais, como offset plana ou rotativa. No caso é indicada a impressão ecológica.

 

Tinta orgânica: composta de elementos naturais biodegradáveis. Pode ser impressa em papel, tecido e madeira.

 

Tinta mineral: composta de pigmentos minerais puros e naturais e emulsão de base aquosa não tóxica, desenvolvida com pigmentos da terra. Sua textura delicada permite vários tipos de acabamento. Apresenta 15 cores de terra que permitem misturas entre si. É aplicável em áreas internas e externas. Possui um excelente poder de cobertura e aderência, é aplicável sobre o reboco e em diversos substratos.

 

Tinta à base de soja e serviço gráfico ecológico: similar às tintas comuns de impressão, essa contém quantidades variáveis de óleo de soja em substituição aos óleos de petróleo. O óleo de soja é atóxico e pode ser utilizado em praticamente qualquer impressora offset sem modificações ou agentes de limpeza especiais. Pode ser utilizado em muitos tipos de impressos e está disponível em todas as cores de processo e Pantone. A tinta à base de soja está disponível em várias formulações, incluindo tintas para jornais, offset plana, offset rotativa com forno, offset rotativa sem forno, formulários contínuos e algumas tintas para flexografia. Não está disponível para canetas esferográficas ou impressoras laser e cartuchos de tinta para fotocopiadoras. Há um uso limitado no mercado de rotogravura e serigrafia.

 

Verniz de rejeição: gera um efeito similar à aplicação de verniz U.V. com reserva, mas trabalha com um processo inovador de rejeição entre vernizes fosco e alto brilho à base d'água, sem afetar o meio ambiente com elementos tóxicos e permitindo melhor aproveitamento na reciclagem do papel. Os impressos feitos com tintas e vernizes Ecoline têm a reciclabilidade aumentada, pois possibilitam que o papel seja reciclado com menor porcentagem de fibra nova, e o papel gerado tem maior elasticidade e resistência, segundo estudo realizado pelo SENAI em 2010.

 

Tecido de algodão com PET: produto feito a partir da reutilização de resíduos de tecidos pré-consumo da indústria têxtil. A coleta e separação dos resíduos por cor são feitas por cooperativas e elimina a necessidade de aditivos e corantes nos novos tecidos.

 

Tecido de algodão orgânico: fabricado com fios de algodão orgânico, sem insumos tóxicos ou sintéticos.

 

Valchromat, aglomerado de madeira colorido (MDF FSC): painéis de fibras de madeira fabricados em Portugal, provenientes de cultivos florestais certificados (FSC), compactados e aglutinados com resina sintética e corantes orgânicos. É produzido em diversas cores, com excelente processabilidade. Tem painel de densidade e propriedades mecânicas superiores às do MDF, como maior flexibilidade e resistência a cargas. Por ser integralmente colorido, é de fácil reparação em caso de danos, como riscos. Basta ser lixado e receber uma nova aplicação local de acabamento para voltar a ter o aspecto original. O material apresenta excelente resistência à umidade.

 

Estêncil limpo (green graffiti): técnica e impressão que faz uso de superfícies sujas em que se limpa com a matriz de informação. A comunicação é gerada a partir do contraste entre a área suja e a que se limpou com a informação.

 

Painéis vivos ou banner de musgo: letreiros e painéis feitos com musgo e compensado de madeira reaproveitada ou certificada.

 

Casca de bambu e impressão térmica: usa apenas um material biodegradável, descartado em processo natural de crescimento da planta.

 

Além da escolha de materiais mais sustentáveis, é essencial que haja o reaproveitamento e a reciclagem das peças em todo o processo. Assim, da mensagem a ser transmitida com as iniciativas positivas do empreendimento, passando pelos suportes de comunicação escolhidos até o descarte correto e reciclagem dos materiais, toda a realização da campanha pode se tornar mais uma referência de boas práticas inspiradoras do shopping center para todos.