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28/06/2016



COMPRAR, VENDER E INOVAR: UM CICLO VIRTUOSO E SEM VOLTA


Por Grasiela Scheid Tesser*


 

Legenda: Beacon instalado em uma loja

Os shopping centers têm se tornado locais para muito mais do que compras: são, cada vez mais, espaços para a vivência de experiências completas, empíricas e até mesmo sensoriais, com produtos, serviços, modelos de atendimento e interação. São, ao mesmo tempo, um palco das relações de consumo e um desfile de relações humanas, propiciando a manifestação de tendências, o suprimento de necessidades e desejos e a convivência harmônica entre entretenimento e utilidade.

 

Tudo isso permeado por – muita! – tecnologia. Dos sensores de estacionamento e dispositivos de segurança mais básicos às redes WiFi para consumidores e sinalizadores beacons, que permitem aos lojistas identificarem a localização e perfil de clientes, melhorando suas ofertas, o aparato tecnológico dos shopping centers tornou-se vasto.

 

Para quem comercializa, uma verdadeira “mão na roda”: equipamentos como os beacons, GPS e devices mobile e softwares como os de BI (Business Inteligence) e CRM (Customer Relationship Manager), só para dar alguns exemplos, possibilitam coletar dados para entender o público e, a partir disso, personalizar o contato, desenhar promoções direcionadas e estreitar relações, aumentando as chances de venda e a fidelização.

 

Para quem compra, também um ganho sensível, pois a tecnologia garante um ambiente mais agradável e favorável à comunicação, ampliando as possibilidades de interação humana, além de facilitar a experiência de comprar. Por exemplo: ao disponibilizar WiFi, o shopping permite que o cliente consulte via web um produto que procura e, a partir da pesquisa, decida onde adquiri-lo e dirija-se à loja ali mesmo, tendo benefícios de comparação de preços e produtos, avaliações de outros usuários, entre outros. Um fator muito relevante, visto que 68% dos consumidores brasileiros só compram em lojas físicas após buscar na internet, segundo estudo da Connected Life.

 

Aplicativos criados pelas marcas para os usuários, QR Codes para promoções e detalhamento de produtos, tokens de segurança para transações no ambiente do shopping, telas interativas, painéis e espelhos touch screen, monitores para controle de circulação, dispositivos de realidade virtual, ferramentas de colaboração entre visitantes – alguns shopping centers americanos já disponibilizam tais aplicações para facilitar a troca de informações entre os consumidores e melhorar sua experiência de uso dos espaços de compras, segundo dados do International Council of Shopping Centers -, tudo isso compreende uma gama de inovação que invadiu os centros comerciais e só tende a crescer.

O que é boa notícia em um momento de crise, em que a recessão econômica tem levado ao fechamento de lojas, enxugamento de gastos das marcas com publicidade, recursos humanos, serviços e outras áreas: com recursos para reduzir custos e aumentar vendas, a tecnologia é um aliado dos lojistas para enfrentar o cenário difícil.

Ao mesmo tempo em que há sistemas, aplicativos e equipamentos para ajudar a atrair consumidores com inteligência que permite a realização de promoções e ofertas personalizadas, também há os que possibilitam – como os ERPs (Enterprise Resource Planning), por exemplo - o controle das operações de uma loja ou cadeia varejista, organizando desde seu backoffice à frente de caixa, dando visibilidade sobre os processos, aumentando a produtividade, reduzindo perdas de tempo e dinheiro ao identificar gargalos, permitindo combate-los.

Tecnologia para aumentar a conexão com o consumidor. Tecnologia para estimular as vendas e elevar o poder de negociação. Tecnologia para transformar o vendedor em um conhecedor do cliente, um consultor comercial embasado e apto a uma comunicação mais assertiva. Tecnologia para levar o lojista ao tão desejado nível omnichannel, convergente entre o meio físico e o online, presente no cotidiano do consumidor por meio de diversos canais de venda e atendimento.

A inovação nas relações comerciais é crescente e irrevogável. E é, também, muito positiva, pois atua como catalisador do objetivo mais buscado neste cenário: resultados vantajosos aos dois principais pilares de um shopping center, o vendedor e o comprador. 

 

Grasiela Scheid Tesser é diretora comercial e de marketing da NL Informática e CEO do CakeERPhttps://bay177.mail.live.com/ol/clear.gifhttps://bay177.mail.live.com/ol/clear.gifhttps://bay177.mail.live.com/ol/clear.gifhttps://bay177.mail.live.com/ol/clear.gif