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24/06/2016



A FEBRE DAS BOLINHAS


As “piscinas de bolinhas” tornam-se a queridinha dos frequentadores; conheça como três malls estão programando a atração

 

 

Por Ticiana Werneck




Cerca de 300 mil bolinhas coloridas em um espaço de mais ou menos 100 metros quadrados. Não dá mais para chamar de “piscina de bolinhas”. A atração, que se espalhou pelos shoppings do País, vem sendo chamada de “mar de bolinhas”, um espaço de recreação no qual crianças e adultos podem ficar praticamente submersos nas bolinhas.

Essa moda começou no ano passado. “Somos pioneiros nesse mercado de piscinas de bolinhas que é um sucesso e, para atender a demanda, temos várias operando simultaneamente em várias partes do Brasil”, revela André Bonetti, da empresa Bonetti Produções, acrescentando que a empresa já atendeu cerca de 700 mil pessoas desde que começou a oferecer a atração, em maio de 2015.

 

O Shopping Taboão sediou o evento duas vezes (“Parque de Bolinhas” e “Castelo das Bolinhas) e já programou uma terceira versão para os meses de julho e agosto. “A atração enche os olhos pelo tamanho, beleza, colorido, e apelo de diversão e liberdade que passa. Quem resiste a se jogar em milhares de bolinhas?”, pergunta Alessandra Tiraboschi, gerente de marketing do Shopping Taboão (SP).

 

Alguns fatores colaboram para o sucesso como o fato de toda família poder brincar junta, sem restrições de idade ou mesmo condição física. Até crianças pequenas e pessoas portadoras de necessidades especiais podem acessar o brinquedo. “É uma sensação de poder brincar de verdade, pular, mergulhar, correr e escorregar, fugindo do lugar comum”, diz.

 

O preço justo, fracionado por períodos de permanência, também ajuda com que a atração seja bem sucedida.

 

Segundo Alessandra, em comparação aos últimos eventos infantis apresentados no mall, o mar de bolinhas tem uma vantagem significativa. “Em termos de custo/benefício, esse sem dúvida, é o que tem melhor fluxo e melhor resultado de receita”, observa.

 

Se para o mall o evento valeu, para os frequentadores não foi diferente. Era recorrente o chororô infantil na hora de sair da atração. “Quase todas as crianças saem do brinquedo chorando, simplesmente não querem ir embora!”, diz Alessandra. Mas não são só as crianças que se rendem às bolinhas. A gerente conta que pessoas de todas as idades gostam e querem brincar. Mesmo. “Um casal de velhinhos, sem crianças, ficaram por duas horas brincando, deitando e pulando de verdade nas bolinhas”, conta.

 

Nas redes sociais a atração também divulgou bastante o nome do mall, foram muitos os posts e compartilhamentos, com mensagens e fotos sobre o mar de bolinhas.

 

No Mogi Shopping (SP), o mar de bolinhas reuniu famílias inteiras, cerca de 500 pessoas por dia das mais variadas faixas etárias na Praça de Eventos – durante os finais de semana esse número chegou a mil. E refletiu um aumento no fluxo do mall. No mês de março, em que a atração estava ativa, o mall registrou aumento de 7.74% de fluxo em comparação ao mês de março de 2015.

 

A boa performance fez o mall idealizar o Castelo de Bolinhas para o mês de em julho novamente.

 

Na visão de Luciane Treigher, gerente de marketing do Shopping Metropolitano Barra (RJ), a brincadeira resgata as lembranças de muitos pais e jovens. “Mexe com o emocional do público”, diz.  

 

A atração está desde janeiro no shopping, o contrato já foi prorrogado duas vezes, e irá continuar até agosto. “É uma ação que requer baixa frequência de manutenção e não demanda muita supervisão ou promotoria. Então o custo fica inferior ao de um outro evento que exija esses elementos”, observa Luciane.

 

No Metropolitano Barra, o mar de bolinhas está localizado próximo a uma porta de acesso, o que chama ainda mais atenção. “Ao passar, costumo ouvir crianças vibrando ou apontando para as bolinhas”, conta ela.

Assim como aconteceu com o Taboão, o tema é sucesso nas redes sociais do Metropolitano Barra. “O último post sobre as bolinhas teve quase mil curtidas e mais de 30 compartilhamentos. Grande parte dos comentários são pessoas marcando amigos e convocando-os para um mergulho”, diz Luciane.