Imprensa / Notícias do Setor / Notícias do setor

22/06/2016



MONITORAMENTO DE VISITANTES OU CONTAGEM DE FLUXO NO SHOPPING? ENTENDA AS PRINCIPAIS DIFERENÇAS



Por Marcelo Tavares *

O avanço do e-commerce fez muitos empresários de lojas físicas buscarem tecnologias que oferecessem métricas capazes de ajudar também na gestão – da mesma forma que o analytics auxilia empreendedores virtuais no Brasil.  Como exemplo destas soluções, temos as tecnologias que permitem acompanhar o movimento das pessoas dentro do estabelecimento. Entretanto, não basta contar a quantidade de clientes que circula no local. Para um shopping center, por exemplo, é preciso ter informações precisas e que realmente tragam insights para o centro de compras. Resumindo: é preciso monitorar o trajeto do consumidor. Confira as principais diferenças entre contagem e monitoramento de fluxo dos visitantes:

Sensorialização do comércio x atividade passiva

Um conceito que cresceu nos últimos anos é a sensorialização do comércio, que considera as lojas físicas como um importante ponto de experiência do usuário – o que vai ao encontro do novo perfil do consumidor. Por meio do monitoramento de fluxo dos visitantes, os gestores dos shopping centers conseguem criar relatórios específicos, que mostram o trajeto completo das pessoas dentro do estabelecimento – permitindo, por exemplo, os locais mais adequados para ações de marketing e até na revisão de espaços nobres. Já a contagem simples, que traz apenas a quantidade de pessoas que entraram no local, reflete a visão do cliente como agente passivo.

Omnichannel x isolamento

O conceito de omnichannel é apontado como uma das grandes tendências do varejo nos últimos anos. Ele diz respeito à união entre os canais on e off-line, ou seja, o consumidor utiliza a web para pesquisar, mas compra na loja física – ou vice-versa. Atualmente, o shopping precisa integrar todos os canais de atuação da empresa. Com o acompanhamento contínuo do consumidor, é possível cruzar informações e elaborar uma campanha assertiva. Por sua vez, o cálculo total de visitantes não oferece outras análises e, por isso, não une a estratégia da empresa.

Tempo real x atraso

Uma boa solução de monitoramento de fluxo consegue extrair e enviar dados praticamente em tempo real para o gestor do centro de compras, permitindo a tomada de decisões assim que ele identifica uma oportunidade de negócio. Já a contagem, que muitas vezes é feita manualmente por funcionários do empreendimento, além de passível de erros pode chegar tardiamente, não auxiliando na construção de campanhas e ações específicas para engajar os consumidores.

Estratégia x “achismo”

Hoje, para desenvolver uma estratégia eficiente, o shopping center precisa conhecer seu público. Com os diversos relatórios provenientes do monitoramento de fluxo dos visitantes, o gestor conhece os hábitos de compra dos seus consumidores, reduzindo as tentativas e erros que muitas vezes guiam o  planejamento de gestão de comércios no ambiente off-line.

* Marcelo Tavares é CEO da FX Flow Intelligence, empresa que oferece inteligência para o varejo por meio do monitoramento de fluxo.