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02/05/2016



NOVO TÍTULO DA ABRASCE: FINANÇAS EM SHOPPING CENTERS


Todo detalhe conta


 

Novo livro lançado pela Abrasce aborda aspectos financeiros da gestão e mostra como encantar os clientes e ao mesmo tempo garantir a sustentabilidade econômica dos shoppings

 

Por Renato Müller*

 

Shopping centers são empreendimentos com múltiplas faces. Os consumidores percebem rapidamente os aspectos mais tangíveis, como as vitrines, a temperatura do ar-condicionado, a iluminação e a presença da equipe de segurança, mas desconhecem o imenso trabalho de gestão necessário para que o shopping center entregue sua proposta de valor ao mesmo tempo em que se mantém financeiramente saudável.

 

Os responsáveis por esse equilíbrio entre a satisfação do cliente e o retorno financeiro do empreendimento aos investidores têm voz no novo livro publicado pela Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce). Finanças em Shopping Centers acompanha o ciclo de planejamento, construção e operação dos malls para mostrar os aspectos financeiros que baseiam cada decisão operacional e, em um momento desafiador para o mercado, revela o intenso trabalho de bastidores necessário para fazer com que os shoppings encantem seus clientes sem descuidar dos resultados.

 

“Este livro é uma grande aula sobre finanças que consegue não ser complexa nem superficial, mostrando que cada decisão estratégica dos administradores tem um impacto importante sobre o retorno do investimento realizado pelos acionistas”, afirma Glauco Humai, presidente da Abrasce. “Com este livro reforçamos nosso compromisso de contribuir para a profissionalização do setor”, afirma.

 

Voltado tanto a quem atua no segmento de shopping centers quanto a quem deseja apenas conhecer mais sobre os aspectos gerenciais do negócio, Finanças em Shopping Centers reúne a experiência prática de executivos e especialistas no setor, que trazem suas visões sobre o tema e criam um mosaico de boas práticas, métodos e processos que contribuem para o desenvolvimento do mercado.

 

Nesse mosaico, fica muito claro que a gestão financeira do empreendimento é uma atividade que exige atenção, método e consistência. “É preciso ter um plano de negócios muito bem estruturado e realizar um acompanhamento constante do desempenho de cada loja, tanto na fase de construção quanto durante a operação comercial”, afirma Guido Barbosa Oliveira, diretor financeiro da Iguatemi Empresa de Shopping Centers. “Disciplina é fundamental”, completa.

 

Para Ana Granato, diretora financeira da BGE Gestão, a administração eficiente das receitas e despesas de um shopping é um grande desafio, superado com planejamento e acompanhamento contínuo. “Os bons resultados beneficiam o empreendimento, a administradora, os lojistas, os acionistas e os clientes. É realmente uma relação ganha-ganha.”

 

Nessa relação, muitas vezes o próprio empreendimento precisa orientar os lojistas a respeito dos caminhos a serem percorridos, uma vez que uma loja que não vende traz perdas tanto para o varejista quanto para o shopping. “Por isso, as auditorias de vendas realizadas nas lojas são importantes para que possamos ajudar os lojistas a entender os pontos fracos de sua operação e a melhorar o desempenho”, comenta André Tavares, gerente regional de gestão do Grupo Tenco Shopping Centers. “Com um diagnóstico das melhorias que podem ser implementadas, o lojista pode identificar oportunidades e fazer ajustes para vender mais e gerar resultados, o que, evidentemente, beneficia o shopping como um todo”, completa.

 

 

Saiba mais sobre a obra

 

Finanças em Shopping Centers está organizado da seguinte forma:

 

Introdução

Guido Barbosa Oliveira, diretor financeiro da Iguatemi Empresas de Shopping Centers, explica o que significa valor no contexto dos shopping centers e mostra como a gestão financeira dos empreendimentos pode agregar valor aos acionistas.

 

1 – Empreendedor

Partindo do planejamento financeiro dos empreendimentos, passando por métricas de avaliação dos shoppings e chegando aos aspectos do processo de locação, esse capítulo traz diversas visões sobre as formas de planejar, medir e executar a gestão financeira dos shopping centers.

 

2 – Custos comuns e gerenciamento das receitas e despesas do mall

Esse capítulo detalha os aspectos relacionados às receitas e despesas dos shopping centers, como orçamentos, fluxo de caixa, fundo de reserva, condomínio e Fundo de Promoção e Propaganda (FPP).

 

3 – Tesouraria, controladoria e auditoria

Das contas a receber à formatação jurídica dos empreendimentos, passando pelas negociações de descontos solicitadas pelos lojistas às formas de auditoria nos pontos de venda (PDVs) e às cobranças jurídicas dos inadimplentes, esse capítulo trata de questões legais e das políticas negociais adotadas pelos administradores.

 

4 – Relações com investidores

Esse tópico trata de dois temas que entraram na pauta do setor de shopping centers na última década: relacionamento com os investidores e governança corporativa.

 

Anexos

No fim do livro estão disponíveis a íntegra da norma CVM 358, que regulamenta a relação das empresas com seus investidores, e um glossário com os termos mais importantes relacionados às finanças em shopping centers.


Finanças em Shopping Centers e os outros livros da série Gestão em Shopping Centers podem ser adquiridos no portal da Abrasce:

http://portaldoshopping.com.br/publicacoes/

 

SAIBA MAIS SOBRE ESTE ASSUNTO

Finanças na sala de aula

Em agosto, tem início a sexta turma do curso de pós-graduação Shopping Center Management Program, realizado pela Abrasce em parceria com o Insper. O curso é totalmente customizado para o mercado de shopping centers e é voltado para aqueles que buscam se especializar, fortalecer suas competências de gestão e assim, gerar resultado e agregar valor ao negócio.

Com o objetivo de oferecer uma visão 360º, a pós-graduação é composta por sete módulos: operações, planejamento, finanças, aspectos legais, marketing e gestão de pessoas, e módulo aplicativo.

 

No de finanças, especificamente, são tratados os temas voltados à análise financeira, avaliação de investimentos e projetos e relações com investidores.

Para mais informações e inscrições, acesse: http://abrasce.insper.edu.br/

 

Sinergia

A circulação eficiente da informação entre as áreas se torna fator crucial para o bom andamento dos negócios. No setor de shopping centers não é diferente, afinal todas as decisões relacionadas a finanças acabam refletindo na contabilidade da empresa. “A contabilidade precisa da informação que é gerada não nesse departamento, mas na operação. Sem o apoio da operação, não se consegue traduzir o fluxo de caixa da companhia”, ressalta Wagner Santos, sócio da EY responsável pela Região Centro-Oeste.

 

Segundo ele, a empresa tem de estar muito bem estruturada em processos para que a informação que chega à área contábil reflita a realidade financeira. “É preciso ter o conceito de governança corporativa bem definido”, comenta. E o setor de shopping centers está no caminho certo. “Este mercado está crescendo rapidamente e vemos grandes grupos bem preparados para esse tipo de governança, bem como outros conglomerados que estão se estruturando para entrar nesse segmento por meio de parcerias”, finaliza.

 

*Matéria publicada na edição 205, da revista Shopping Centers, da Abrasce