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08/04/2016



SOLUÇÕES DE PAGAMENTO QUE VÃO REVOLUCIONAR O MERCADO



Bancos, empresas de cartões e de meios de pagamento apostam cada vez mais no varejo e na indústria de shopping centers de olho no potencial desses setores 


Por Camila Mendonça*

 

Imagine se ao participar de uma promoção de um shopping center você não precise enfrentar filas em quiosques para trocar as notas fiscais. Mais: se as informações da nota gerada em alguma loja do shopping forem enviadas automaticamente para o sistema do mall, eliminando o investimento em quiosques e pessoas para fazer a troca dos cupons.

 

O cenário, aparentemente futurista, já é possível. E a Muxi, companhia de soluções tecnológicas, oferece esse tipo de ferramenta. Chamada de Muxi Data, ela é direcionada também ao lojista, pois permite integrar o terminal do caixa da loja com os sistemas dos parceiros, como empresas de fidelidade, agilizando os processos. Por exemplo: o consumidor já consegue usufruir os pontos acumulados em uma compra logo depois da confirmação dela. Tudo isso suportado por algum aplicativo.

 

A empresa oferece ainda uma tecnologia que permite pedir a conta no restaurante ou lanchonete por meio de aplicativo. O pagamento também é feito por meio da ferramenta. O caixa recebe um aviso de que a mesa “X” efetuou o pagamento e é gerada, então, a nota junto com o comprovante do cartão. “Percebemos que podíamos criar produtos flexíveis. E identificamos que isso seria interessante. Todo mundo fala que mobile vai mudar tudo, mas o mobile ainda não mudou o processo de pagamento, apenas substituiu o cartão. Para aumentar a capilaridade dos meios de pagamento, precisamos permitir que o POS não seja só o cartão”, afirma Alexandre Pi, fundador da empresa.

 

Soluções mobile como essas já existem e, como afirma o executivo da Muxi, pode revolucionar o comércio caso agregue ao sistema mais do que uma simples substituição do cartão. O espaço para esse tipo de solução é enorme, uma vez que os dispositivos móveis fazem parte da vida dos consumidores de uma maneira cada vez mais efetiva. Pesquisa da PwC mostra que, embora utilizar o celular ou o tablet para comprar ainda não seja uma realidade generalizada no Brasil, esses dispositivos têm crescido entre os consumidores como ferramentas de relacionamento com a marca, seja para buscar preços ou mesmo localizar uma loja física.

 

A frequência das compras via mobile (tablet e smartphone) aumentaram muito entre 2014 e 2015, segundo o levantamento. No ano passado, 18% dos entrevistados no Brasil afirmaram que compravam via tablet, contra 28% deste ano. Com relação ao smartphone, o porcentual quase dobrou, passando de 17% em 2014 para 31% em 2015. Esses porcentuais poderiam ser ainda mais significativos se alguns entraves fossem resolvidos. Segundo o levantamento, feito com cerca de mil consumidores em todo o País, a compra no dispositivo móvel não se efetiva por alguns fatores, como tela pequena do celular, segurança em utilizar o device e conexão de dados lenta ou inacessível.

 

Quem tem apostado no digital também é a Cielo. A carteira digital da empresa, Stelo, tem expandido suas operações e está disponível para usuários de cartões de crédito dos principais bancos do País. A carteira armazena os cartões, endereços e formas de pagamento do usuário que faz as compras sem digitar seus dados, apenas com login e senha. Basta fazer o cadastro no portal stelo.com.br ou no momento da compra nas lojas credenciadas. No varejo on-line, a carteira digital torna o processo de compras mais seguro. Já os varejistas contam com mais segurança em suas transações e aumento na taxa de conversão, já que a Stelo garante o recebimento das vendas e facilita o processo de pagamento para os seus clientes.

 

A empresa lançou recentemente o Login com Stelo, que permite ao consumidor efetuar compras no site da loja virtual sem que seja necessário passar pelo processo de cadastramento prévio. O recurso elimina etapas do processo de compra e o torna ainda mais seguro ao dispensar a redigitação dos cadastrais e do cartão. O botão Login com Stelo  já está disponível nas lojas on-line da Anna Pegova, Girafa, BeeFitness, Ovelha Negra, Farma Delivery, Tecla Center, SOS Presentes, Churrasqueiras Weber e está em fase de integração com outros grandes lojistas.

 

Simplicidade é o objetivo da Moderninha, máquina da PagSeguro, que é adquirida pela internet, tem seu valor parcelado em 12 vezes e, com isso, o varejista torna-se dono dela e não precisa pagar aluguel. Além disso, não é preciso ter conta bancária e sequer um CNPJ para adquiri-la, beneficiando micro e pequenos empresários. “Além disso, a Moderninha dispensa o uso de celular e tablet, pois toda a tecnologia está embarcada no próprio aparelho, que funciona com um chip GPRS de comunicação de dados já fornecido pelo PagSeguro. Ela é simples de usar e é ideal para todos os tipos de negócios que queiram aceitar pagamento por meio de cartão de crédito e débito”, explica Juan Fuentes, diretor do PagSeguro.

 

Tanta facilidade tem gerado resultados. “O produto tem alcançado as expectativas, com excelente aceitação no mercado, atendendo empresas de todos os portes, comerciantes de variados setores e também profissionais autônomos e liberais”, diz o executivo. E sequer a crise tem impactado essa demanda. Segundo Fuentes, o desejo do brasileiro por empreender ainda permite ganho de mercado. “Sempre acompanhamos este movimento e continuamos investindo em tecnologias voltadas para facilitar as vendas e, consequentemente, ajudar nossos clientes a obterem mais sucesso em seu negócio”, afirma. “Com a premissa de democratização das mais variadas formas de pagamento, com os produtos do PagSeguro, PMEs conseguem realizar vendas e assim expandir suas possibilidades”, avalia.

 

A aposta no comércio deve-se ao dinamismo e ao volume de negócios gerado por esses setores. Por isso, a empresa lançou em agosto, o Cartão Pré-Pago PagSeguro, no qual empreendedores que já utilizam as soluções do PagSeguro, como a Moderninha, contam com uma forma mais fácil e prática de movimentar seus ganhos. “O Cartão Pré-Pago PagSeguro não possui anuidade e nem mensalidade, dispensa a necessidade de conta em banco, é aceito no comércio físico do Brasil e exterior, para compras na internet ou para realizar saques em caixas eletrônicos”, explica o executivo.

 

Bancos de olho no varejo
Nem só empresas de cartão e meios de pagamento apostam no varejo, os bancos também. O Banco PAN, por exemplo, oferece condições especiais para empreendedores. "Temos o Crédito Fácil, financiamento em que empreendedores, franqueados e interessados em investir em seu negócio oferecem o imóvel residencial próprio como garantia e obtêm até 50% de seu valor para usar em projeto, melhoria ou ampliação do seu negócio, com prazo de até 20 anos”, explica Mauricio Quarezemin, diretor de rede e imobiliário do Banco PAN.


O Bradesco tem vasto portfólio que, segundo o banco, abrange serviços de cash management, linhas de crédito para fluxo de caixa, aquisição de bens, investimentos para expansão e modernização do negócio, comércio exterior, cartões empresariais, seguros, entre outras.

 

Também oferece assessoria financeira para otimizar a rentabilidade do excedente de caixa. O lojista tem atendimento distribuído nos segmentos Bradesco Corporate (grandes empresas), Bradesco Empresas (médio porte) e Bradesco Empresas & Negócios (micro e pequenas empresas), com atendimento personalizado. De acordo com o banco, cada atividade comercial tem um perfil de comportamento, dependendo do negócio ou produto comercializado. Se for necessário, a companhia também customiza seus produtos e serviços de acordo com a necessidade do cliente. Para o segmento de franquias, por exemplo, que tem demandas específicas, o banco possui estrutura dedicada e especializada com foco em desenvolver soluções e produtos para o setor.

 

Ainda segundo o Bradesco, as linhas de créditomais procuradas são aquelas destinadas para fluxo de caixa, que contemplam antecipações de recebíveis de cartões, Conta Garantida e Capital de Giro ou Compror para aquisição e reposição de estoques. Quanto aos serviços, a maior demanda advém das soluções para gerenciamento do fluxo de caixa, como recebíveis de cartões de crédito, custódia de cheques e cobrança, pagamento a fornecedores, tributos e folha de pagamento de salários. “A demanda por crédito sempre reflete o comportamento da economia, e muito embora estejamos passando por uma fase de ajustes, numa análise de longo prazo, houve um crescimento importante nos últimos anos, que deverá ser retomado assim que a demanda voltar o seu curso normal, levando-se com consideração também o potencial que o Brasil oferece para o desenvolvimento de negócios”, afirma o banco, por meio da assessoria de imprensa.

 

Neste momento de crise, o perfil dos empreendedores que buscam o crédito no banco não mudou. A atratividade do setor de shopping centers também é negócio para o banco, pois se trata de grandes investidores. “Para o empreendedor que pretende construir um shopping center há diversas alternativas, que passam por soluções estruturadas e linhas de crédito imobiliário, de acordo com a característica de cada projeto”, comenta o banco. Há uma equipe especializada, que avalia as especificidades de cada operação para estruturar em conjunto com o empreendedor a melhor solução de crédito.

 

 

 

 *matéria originalmente publicada na revista Shopping Centers, da Abrasce