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07/03/2016



AS DEFINIÇÕES DE CONVENIÊNCIA FORAM ATUALIZADAS


Consumidor exigente e com expectativas cada vez mais altas não é nenhuma novidade. Agora uma nova definição de conveniência está emergindo, é o que afirma relatório de tendências para 2016 da Deloitte



Por Ticiana Werneck


Em seu mais recente relatório sobre tendências do varejo em 2016, a consultoria Deloitte traçou algumas análises:

 

A economia da “assinatura”

Este conceito já existe há um tempo, mas agora está começando a se mover para além do nicho. São os negócios de subscrição, ou assinatura, como os clubes de vinho, cerveja, livro... A intenção é facilitar a vida do consumidor, elevando o termo “conveniência” a novos patamares. Já existem, por exemplo, serviços delivery para pessoas com restrições alimentares na quantidade certa para o consumo diário, e até outros mais divertidos, como os que entregam lançamentos de maquiagem e cosméticos. Quando falamos em shopping centers, esta conveniência também pode atingir novos patamares de excelência – alguns shoppings se diferenciam com serviços como fraldários superequipados, personal shoppers, concierge, entre outros.

 

O varejo ficou pessoal

Uma nova onda de aconselhamento pessoal para apoiar a hora da compra está surgindo – mais forte que antes. Seja oferecendo serviços de personal styling numa loja de roupa, seja ajuda para escolher o melhor móvel para determinada disposição de uma sala, ou mesmo um especialista em tecnologia para apoiar uma compra de aparelho eletrônico. A tendência reflete a crescente importância de colocar as necessidades específicas do cliente em primeiro lugar, e de investir na equipe - vendedores que realmente compreendem detalhes sobre os produtos. No caso dos shoppings, em que a diferenciação é um ativo cada vez mais perseguido, contar com uma equipe coesa, pró-ativa e informada, é uma forma de ganhar pontos na percepção do consumidor.

 

A influência social

As redes sociais começaram a desempenhar um papel mais direto no comércio. Os compradores têm se mostrado mais interessados em comprar nas redes sociais, e as empresas estão começando a proporcionar-lhes maneiras de fazer isso, através da introdução de botões 'comprar' e da integração das plataformas. As empresas também vem encontrando nas redes uma forma de fortalecer sua marca e posicionamento. Os shoppings também se destacam aqui. Muitos têm usado as redes sociais para se aproximar do frequentador, e muito mais que divulgar ações e promoções, estabelecem uma via de mão dupla, trocando informações e conhecendo mais sobre as necessidades de seu público.

 

Chegou a hora da omni-organização

O omnichannel ditou uma nova forma para o varejo operar. Vem obrigando as redes de varejo a se reestruturar, integrando todos os seus canais de venda (loja, ecommerce, quiosque, telefone), de forma que o consumidor perceba um como a extensão do outro. Essa mudança fez com que as empresas tivessem uma melhor noção do consumidor - diferente de antes, quando seu comportamento de compra era enxergado em blocos, por canal. É uma nova forma do varejo se organizar. Agora, as redes de varejo podem desenhar seus negócios em torno da experiência do consumidor, fazendo áreas díspares trabalharem juntas, em vez de projetar estratégias blocadas por canal.

 

Como será 2016?

Segundo a Deloitte, o ano de 2016 no varejo será sobre entregar experiências relevantes e personalizadas, com serviços que possam ser customizados para necessidades específicas. O mantra é: conveniência, conveniência, conveniência.

 

Ao mesmo tempo, o papel do varejo físico continuará mudando enquanto as redes adaptam seus serviços a esta nova maneira de interagir com o consumidor. Como conclusão: emerge uma nova definição de conveniência, impulsionada por consumidores que esperam que suas necessidades sejam não apenas saciadas, mas sim antecipadas.

 

Como resultado, a transação em si perde o protagonismo, e se torna apenas mais uma etapa dentro dessa experiência integrada de compra. A conveniência, elevada a um novo nível, ditará os próximos passos de evolução do varejo.




Fonte: Deloitte Reino Unido (http://www2.deloitte.com/uk/en.html)